Apneia do sono e CPAP - Dr. Luiz Felipe Lira de Moraes

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Apneia do sono e CPAP

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Apneia do sono e CPAP

Os aparelhos de pressão positiva de ar são considerados o padrão-ouro para o tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. O mais “popular” deles é o CPAP (do inglês “Continue Positive Air Pressure), mas existem outros tipos, utilizados em casos específicos.

O mecanismo de funcionamento do CPAP consiste em um aparelho que é conectado a um circuito por onde passa o ar e, através de uma máscara é mantida uma pressão de ar sobre a via aérea superior, impedindo o colapso da mesma durante o sono e, consequentemente, as pausas respiratórias, evitando com isso o ronco, a redução da oxigenação, a fragmentação do sono, despertares e todos os outros sintomas relacionados (ou a grande maioria deles). Quando bem indicados e ajustados da forma correta, controlam a ocorrência desses eventos respiratórios, melhorando o padrão de sono, reduzindo significativamente os sintomas de sonolência durante o dia e da qualidade de vida, minimizando o risco de desenvolvimento ou piora de outras doenças e alterações potencialmente causadas pelas apneias.

Podem tratar qualquer gravidade de apneia do sono, mas em geral são indicados para os pacientes com Apneia do Sono severa e/ou casos em que não são possíveis outros tratamentos (como os cirúrgicos).

Estes aparelhos foram sendo modernizados ao longo do tempo, possuindo tecnologias que auxiliam bastante na adaptação e adesão do paciente ao tratamento. Assim como existem vários tipos e tamanhos de máscaras. Ter o aparelho de pressão positiva ideal ajustado da forma correta e com a máscara de tamanho e formato confortáveis facilita bastante o processo de adaptação ao mesmo, facilitando o uso, otimizando o tratamento e a eficácia do mesmo. Mesmo assim, é um tratamento no qual a adaptação ainda pode ser difícil, mesmo nas melhores condições de uso.

Por isso, cada caso deve ser bem avaliado para que a indicação seja precisa ou para que seja avaliados possíveis fatores que atrapalhem a adaptação e os mesmos sejam corrigidos (como fatores que obstruam o nariz, como desvios de septo, rinite alérgica). Periodicamente o paciente deve ser reavaliado, a partir da leitura dos dados de uso armazenados no aparelho, para verificar se a apneia está de fato sendo controlada e se os parâmetros de uso estão adequados.